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04 de Março de 2026 - Por Ricardo Penna

Um jovem paciente, num dia de chuva, manda antes uma mensagem para o seu terapeuta, perguntando: 

 

- Doutor, e hoje, com essa chuva, como é que vai ser?

 

O terapeuta então responde pelo WhatsApp: 

 

- Venha sem capas.

11 de Fevereiro de 2026 - Por Ricardo Penna

Houve quem dissesse que a culpa estava com seus dias contados. Com tanta liberação, a turma matou a vergonha e, no caixão, disseram, ainda foi a culpa, sem custo adicional. Tipo: “Toma esse peso, que ele já não nos serve mais.” A pergunta que vem é: procede? 

 

A culpa nunca esteve em baixa, apesar de suas diferentes máscaras. David Zimerman, psicanalista brasileiro, contava que, na década de 80, uma paciente levou um ano para confessar, em um grupo terapêutico, que não era mais virgem; já no século XXI, outra paciente teve a mesma dificuldade em partilhar, num grupo, que ainda era.

 

Camaleônica, a culpa chega na quarta-feira de cinzas através do que você não lembra, como também (e hoje ainda mais forte) naquele que, atrás do trio elétrico, não vai nem morto.

 

A culpa sobrevive, infelizmente e, ao mesmo tempo, compreensivelmente. O ser humano não nasce programado para saber o que fazer da vida, tendo sempre de arriscar, a cada passo, uma possível queda acompanhada de… quem, quem…?

 

Quanto maior a liberdade, maior o desamparo, e a espada de Dâmocles segue sempre a nos fitar por cima de nossas cabeças.

 

Se vai de carnaval ou de Valor Sentimental, ou os dois, ou três outras possibilidades, pouco importa: o feriado é seu, deite e role. O que devemos lutar mesmo é para não ter tanta culpa do que desejamos.

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Não é plano B, se ligue! 

 

 

 

Grupo terapêutico não é um remendo, espécie de consolo por não poder oferecer psicoterapia individual para todo mundo.

 

Essa ideia parte de uma premissa que a gente quase nunca questiona:

a de que o atendimento individual seria o modelo “correto”, e o grupo, uma espécie de tratamento que “faz a fila andar.” Mas isso é uma referência equivocada.

 

A psicoterapia de grupo não existe porque o atendimento individual não dá conta da demanda. Ela existe porque se acredita que o método grupal é tão válido e tão eficiente quanto o individual.

 

O sofrimento psíquico é relacional. E ainda assim, a gente insiste em tratar tudo isso como se fosse, essencialmente, um problema individual. 

 

O grupo não é menos. Ele é um outro método. E, em muitos casos, é justamente o que faltava.

05 de Janeiro de 2026 - Por Ricardo Penna

© 2026 por Ricardo Penna

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